segunda-feira, 22 de setembro de 2008
As verdades não ditas
Dessa vez as marcas estão vivas na luta com o orgulho.
Dessa vez eu já nem me vejo mais
Dessa vez que se dane a poesia, é real
Dessa vez tem sido fatal
As horas vão continuar não passando, a garganta continuar se fechando, os olhos continuarão buscando... As dúvidas agora são minhas, os medos são meus, as incertezas teimam em rondar minhas idéias, é vontade e temor numa coisa só.
E do pouco que ainda me resta, não é assim que vou morrer em mãos, em suas mãos!!
O, comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O, comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O, comeu meus cartões de visita, o, veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O, comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas
O, comeu metros e metros de gravatas
O, comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O, comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O, comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte
(O amor)
domingo, 14 de setembro de 2008
Ao meu clube"
Descobri quase que em contrapartida que tenho interesse de que todos meus interesses se tornem reais, e que jamais sejam o lado passivo!!
De forma drástica tudo oposto... Nem tudo que queremos vai acontecer, o final feliz é mais difícil do que parece ser.
Por diversas vezes será preciso esquecer, deixar pra lá, mas nunca antes de uma longa busca..
Anos de bronquite, dificuldades para desmamar, experiência de monopessoalidade longa e semi-depressivas, quedas monumentais, machucados no joelho, marcas de catapora no peito, pretensão exacerbada na NBA, trauma voleibolistico, rebeldia justificada com nada, ansiedade e impaciência pacientes, despertando surpresas alheias, fugindo ao padrão, provando o gosto amargo de ir contra a maré de conformidade, lutando por ideais internos, agora respeitando o próximo e relevando suas crendices de que é superior a todos nós; se matando para não morrer, em busca da "primazia" desejada; sonhando um amanhã melhor, livre das dores, dos desapegos, das quebradas de cara, apenas um amanhã construído com os esforços do presente... Posso convencer que sou muitos, mas é difícil convencer a mim mesmo que sou diferente, essa é minha vida; esse é meu caminho!! Pretendido a ser trilhado com meus sonhos (que nunca deixarão de serem influenciados, multados, reinventados por outros que caminham ao lado), sigo aqui, caminhando, sempre em frente!!
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Daltônico
Sou formado por cores, dores e sorrisos. Predominância de um sutil marrom, não estes marrons tristes que estampam roupas dos meninos de 46 que jogam dominó na praça, um bem mais feliz, que se permite brilhar com excesso de calor e quase esticar no frio. Enfrentando e observando todas as controvérsias do mundo, retinas e uma iris de um castanho escuro, quase de um azul petróleo, mas um quanto úteis, capturando e armazenando as melhores e mais vivas paisagens já vistas; um pouco abaixo, alguém que se julga dominadora de nervos, levemente rosada, provocando e causando arrepios em sua dona, fria, quente, molhada e perigosa, equipada com movimentos e tudo mais, quase uma criminosa; no interior da última descrita,temos formações de cálcio extremamente necessárias de um branco tímido, que sempre dispostas estão a sentir um pouco de ar e se mostrarem ao mundo, tal vontade provocada por palavras alheias, pelo brilho de um olhar, ou pela singela conversa inter-aula no bar. Possuidor sou ainda de mãos bicolores, algo como branco rosado coberto com uma engraçada cobertura latina americana, um quanto ágeis e habilidosas” (*hoho). Estou também sempre coberto por meus sonhos, pintado de dores, dores e amores; reservando o melhor de mim para ela, para encontros, e eu tenho um encontro marcado, buscaremos cores ainda mais vivas, deixaremos o cálcio interno da boca expor-se sem pestanejar, e não nos importaremos nem um pouco se a retina, Iris e tudo mais forem cobertas por um liquido “muito do sincero”!! Sob tudo isso, tenho pés, com características de pigmentação muito parecidas com as mãos, pés estes que vão me levando, que assistem fluir sob eles caminhos cada vez mais trilhados e guiados por motivos e prioridades !!
Aaa sim, por vezes eu daltônico incentivado sou, confundindo minhas cores com a suas, e alquimista desvairado “mutando” um perfume novo entre o meu e o dela!
domingo, 27 de julho de 2008
Dos novos acordes
Um fatal comentário de Pessimismo. (não busque mais rodapés)
Olhos avante, queixo semi-erguido (bom rapaz)
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Da mera alusão à Azevedo
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Da nossa sagrada inquietude
Foi tudo que conseguiu pronunciar após os desejos de boa tarde frigidos.O asfalto viera ao longo do dia suportando o pisoteio árduo dos aviões de trabalhadores, os rostos se viram longe daqui, e não haveria de estar próximos também, de nada seriam fádigos, o desgaste em momento algum foi físico naqueles instantes, isso é como gladiar com seus próprios neorônios, o real viera pedindo socorro ao místico circo imaginário de meus olhos fechados desde poucas horas (13 ou 14 quem sabe), trucidante, arfava deboches, dentes pontiagudos e línguas saltitantes, a vera deixava escapar perdigotos.
"A maioria das pessoas passam a falar melhor com excesso de emoção, a sensação de mastigar macio é imprescindível, dúzias e dúzias de palavrões, a vontade é nunca mais parar. Melhor passar a observar as cores."
Foi submisso demais chegar ao ponto sem expressões de puro ódio, isso é, isso é nada, apenas o simples desenvolver do dever e da função!
Bom que seja por aqui, o motor já desligou e me torno amante de todos meus pesadelos!!
domingo, 15 de junho de 2008
Da rara plenitude e dos textos esquecidos
Caminhos estreitos demais, agilidade sublime de antemão!
Não nos resta muito mais, permaneceremos no extinto estado de indecisão, as faltas serão graves a partir do instante que forem premeditadas. A ausência involuntária (de provas) em nada mudará. Ser assim, pouco e muito ao mesmo tempo. Os "hasta luego" vieram escrevendo certezas em caminhos tortuosos do depois com a mão no bolso e olhar no chão. Do nada serei pleno, é melhor expor continuamente as forças indecisas e contraditórias que me aflingem, a posteriore eu vi fatalmente peças raras. Nos meus anseios, desvairados anseios, venho (e com precisão na primeira pessoa) me mostrando impaciente demais.
Quase posso sentir os raios luminosos das idéias, e futis idéias que sombreiam, são segundos, não meus, nossos, dois piscar de olhos e tudo passa novamente.
Uns temem-na…outros recebem-na de braços abertos! Sinto-a perto…mesmo aqui ao virar da esquina! Não fujo mas também não a recebo! Esquivo-me por meandros da mente que eu próprio desconheço! Nem sempre é fácil, aliás parece que a cada dia o percurso se torna mais tortuoso! Nada me resta se não…continuar! {por alguma autora desconhecida e que possivelmente possa me processar por plagio"apenas o ultima paragrafo", poxa, também haverei de ter valor algum}