quinta-feira, 14 de maio de 2015

Minha última noite solteiro

Eu pouco apareço por aqui, mas esse é meu canto.
Nossa vida constituída de fases, sempre nos leva a pensar o que faremos em cada uma delas.
Hoje, 13/05/15, na prática, é minha última noite solteiro, neste mesmo status eu jamais voltarei, não nessa vida.
Eu sempre tive medo de mudanças. Penso que melhorar dentro de um mesmo estado é mais confortável, porém chega um momento em que esse estado fica pequeno demais e não mais nos cabe.
Eu vivo há 25 anos comigo mesmo, obviamente não estive sozinho todo esse tempo, mas digo que na maioria dele sim. Eu sinceramente não sei como é deixar de ser assim, eu não sei como é ter alguém todo momento ao meu lado.
Nestes 25 anos, sem uma justificativa lógica eu sempre acreditei que devo seguir em frente, que devo buscar melhorar, e buscar melhorar consequentemente implica em dizer não estar mais sozinho. Por mais que eu tenha suportado o pesado fardo de todos estes anos solitários, fato é que nasci pra conviver. E nesta oportunidade, deixarei minha "ranzinzência" para me dedicar a um propósito maior, o de constituir uma família.
Neste novo e desconhecido caminho pretendo não levar comigo meus traumas, à família que pretendo edificar, oferecerei o meu melhor, tentarei ser um homem bom, de coração limpo, que buscará livrar seus filhos das crueldades do mundo, que confiará, sempre, a Deus, seus problemas, crente na solução de todos eles. Pretendo ser motivo de orgulho e admiração para minha esposa. Pretendo ser tudo aquilo que jamais fui por inteiro, mas que sei que poderei ser.
No caminho deixado por meus passos existem provas das dificuldades que passei, e confiante em mim mesmo superei todas elas, sei que agora não será diferente. O medo que sinto talvez seja apenas uma prova de que sou feito de carne e osso, e que devo permitir-me ter fraquezas.
Quero falar muito mais, sinto que este é o fechamento de um ciclo e que depois que eu adormecer nesta noite nada voltará a ser como antes; mas quem sabe não existam palavras para este momento, quem sabe eu deva apenas vivê-lo, sem muitas nostalgias, sem grandes preocupações, apenas vivê-lo.

Nesta noite eu limpo meu coração de todas as coisas ruins que vivi, entrego-me ao meu destino, me permito colher tudo que plantei, com a esperança e ansiedade de quem cultivou por tantos anos.

Adeus Alisson solteiro, digamos que foi inusitado o tempo que passamos juntos. rs

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Hoje

Eu pensei que jamais voltaria aqui, nessas páginas guardei muitas de minhas dores, as trancafiei como se um prisioneiro maléfico fosse.
Hoje voltei para reler, talvez fazer uma releitura da minha própria vida.
É muito difícil, difícil de verdade acreditar que as coisas possam efetivamente melhorar do dia pra noite, que os desabafos que aqui fiz fossem um dia representar apenas vírgulas na minha vida que atualmente tem sido de tantas exclamações, porém a vida brinca conosco, há uma força superior que comanda nossos dias, há Deus que nos faz experimentar um pouco de tudo aquilo que precisaremos para vida, que nos torna maduros à base de pancadas e alentos, que nos lapida carinhosamente.
Hoje olho pra trás e vejo que meus sonhos mais infantis tornaram-se reais, que minhas ambições ainda não completamente concretizadas são reais, jamais foram utópicas !
Hoje olho pra frente e vejo um caminho a ser seguido muito mais florido do que anos atrás, vejo sorrisos e amor, vitórias, sucesso e paz.
Hoje olho pro lado e só vejo ela, ela que tanto citei aqui, seja nos momentos de alegria, seja nos momentos de descrença, vejo a mulher que cresceu ao meu lado, vejo a mulher que me motivou vencer montanhas, que me deu forças a, de forma até mesmo irresponsável, apostar no incerto, por ela eu mudei de cidade, de estado, de trabalho, de ares, de vida, e só posso dizer que continuarei fazendo isso sempre que for necessário, para estar ao lado dela eu terei forças para mover o mundo.
Relendo muitos dos textos que aqui escrevi, vejo que o que hoje vivo é fruto das idéias daquele moleque que, em busca de um diploma, enfrentava as ruas de SP sem medo, vejo que as minhas lágrimas não foram em vão, que meu suor não foi em vão, vejo que vale a pena confiar em si mesmo, eu era a única opção pra minha vida, e que bom que apostei nisso.
Minha mente apagou muitas das coisas desagradáveis que vivi até o dia 31 de agosto de 2012, e só agora, escolhendo as letras do teclado e ressuscitando certas memórias me dou conta do quão pesadas foram. No dia 31 de agosto de 2012 às 22:15hs embarquei em um ônibus azul, trazendo comigo tão somente uma caixa de máquina de lavar carregada com alguns livros, roupas, cobertores, copos, 1 computador velho, uma carteira da OAB e uma vontade incalculável de nunca mais me sentir só no mundo, naquele dia eu parti não só em busca de dias melhores, parti pros braços dela, acredito que a vida não faça sentido se não tiver esse tipo de motivação.
Não me arrependo de nada, muito pelo contrário, tudo que vivi me moldou o homem que sou hoje.

Mas no fundo no fundo, tudo isso é só pra que eu consiga me dar conta da magnitude da decisão, que ao lado dela, tomei no último fim de semana, para que eu possa me dar conta que no dia 09 de maio de 2015 às 17:00hs estarei impecavelmente vestindo o principal terno do meu guarda-roupas, carregado das minhas tortuosas experiências, esperando pra receber a mulher pela qual eu tanto lutei e luto; com o sol se pondo eu estarei esperando o primeiro de todos os dias da minha vida, primeiro dos dias que de fato me importo, estarei nu de defesas, estarei entregue aos braços dela, para que faça de mim o que bem entender, para que me ame e permita amá-la, isso é tudo que eu sempre quis, desde o primeiro beijo; lá no fundo, é tudo que eu sempre quis desde a primeira vez que a vi, a vida não faz sentido se não for pra ser vivida ao lado dela.

Do dia 09 de maio de 2015 em diante sei que conviveremos com outros tantos obstáculos que jamais tivemos, sei que por muitas vezes nossos gênios entrarão em conflito, que minha bagunça vai atrapalhar a dela, mas sei que estarei, a cada amanhecer, disposto a ser e fazê-la feliz, isso basta !

Hoje eu estou vestido de satisfação pessoal, vestido de uma sensação que nunca tive...

Hoje... Hoje... Hoje... apenas o amanhã de Hoje...

domingo, 21 de novembro de 2010

Assistência Técnica

Em alguns momentos não tem como, alguns defeitos são simplesmente impossíveis de se resolverem em casa, sentado, só esperando que um milagre aconteça e aquela peça defeituosa se recupere sozinha; como quando era criança, que rezava pro meu carrinho de controle remoto voltar a funcionar...
Foram longos sei lá quantos dias, e o prazo que deram para a vida que estava na assistência voltar a funcionar não pôde ser cumprido, sequer foi feita a análise técnica pelo responsável, as incertezas estavam lá, os planos vazando pela trinca que se formara a dias na altura do torax, a garganta que apresentara dificuldades no que se refere à lubrificação natural também não foi solucionada, tudo facilmente se agarrava ali (e continua seca...)
Não que eu tenha me preocupado pouco, foram diversas ligações, repetidas reclamações, novos prazos novamente descumpridos; problemas operacionais internos da empresa que acreditava eu estar ali para trazer satisfação a seus clientes, ressuscitar esperanças moribundas, acreditar tudo aquilo que se encotrava desacreditado..

- Defeito a meu ver:

Tá bom, antes de confiar vida aos outros, tentei sinceramente entender o problema/vício intrinseco, e pelos meus entendimentos, foi alguma ripimboca da parafuseta que se soltara após um excesso de vontades e necessidades descarregadas em um mesmo dia, brother, deu pau; não que o hardware não estivesse pronto pra isso, mas o espaço em disco não foi suficiente para tamanha descarga, e a outra vida que estava ligada ao mesmo roteador não foi capaz de entender a mensagem que até então parecia altamente cripitografada.

Inconformado eu liguei novamente na assistência, e mais uma vez não existiam prazos concretos. Tudo bem, se após 30 dias o defeito não for sanado, a legislação me garante algumas prerrogativas.

sábado, 2 de outubro de 2010

4 anos

Pela ordem...

Mesmo com todas as saudades, já se vão 4 anos em SP, mais especificamente no Direito. Direito as vezes parece moda, muita gente acha lindo o primeiro ano com muitos bares, festas, micaretas, se sentem os excelsos doutores depois da primeira aula de penal. Mas sei lá, antes, a 10, 15 anos atrás eu gostava da profissão de ternos elegantes por parecer algo extremamente promissor e poderoso (não que não seja); mas com as histórias de nossos mestres, com rostos dispostos a ensinar mesmo após um dia todo de petições, apelações, embargos.. a coisa toda toma um novo rumo, me ocorre um amor pelo Direito que é omisso, não é pela imponência, pela sabedoria e explicação lógica que se dá para todas as coisas, pelo leque de opções que nos é apresentado; quem sabe seja pela capacidade de salvar vidas ao jeito mandão (vide mandados de segurança), pela carga de dignidade que nos é injetada, pela capacidade atribuída de postular, de questionar, de fazer cara feia quando todo mundo pensa que é magistrado; mesmo que ainda estudante sem tempo nem disponibilidade para horas de merecidos estudos tento trilhar os caminhos tortuosos e cheios de escapes desse sonho que tenho desde criança.
Por outro lado, tenho lá algumas aversões à carreira, é nojento ver o mercado de enriquecimento ilícito via indenizações por danos morais para qual o judiciário não raramente caminha, camarada pode ser o mais bruto na rua, mas perante a justiça sua moral subjetiva é feita do mais delicado cristal. É lamentável a existência de advogados que se ocupam exclusivamente de ferrar com vidas alheias. Porém há lugar e campo para disposições, há tempo para revoluções na sociedade, revoluções essas oriundas da força judicial. E muitos se enganam quando pensam que não existe justiça, essa transborda em nosso país, difícil é encontrar gente que a cumpra, que a coloque em prática, difícil é exterminar o submundo das propinas e jeitinhos.
Minha faculdade de forma alguma é a melhor, mas vejo atualmente gente disposta a mudar, a mostrar que não somos apenas mais uma leva do superlotado sistema educacional (19 dos 19 alunos do 10º período passaram na primeira fase da OAB, chuuupa USP).
Continuo nessa, de Vade Mecum a tiracolo, na crença de que posso fazer muito, por mim e pelos outros.



Rua Paranóia, nº -01

A alguns metros das paranóias diárias, a passos da exaustão, num bar perto de casa existe uma figura, alguém que talvez tenha alcançado um estado tão perfeito de embriaguez que todos os problemas deixaram de existir, o cidadão existe, o bar também, porém a realidade se parece demais surreal; alguém que consegue sorrir o transcorrer dos dias, gargalhar a fome, passar a mão na bunda da seriedade. E lá pelas tantas, num mar de concreto, sobre pés pesados e carregado por asas fracas, me ponho a pensar no que o cidadão das gargalhas traz em suas retinas, memórias.
É natural que todos os desafios resultem em pessoas psicoserenas, certas de que a vida é isso mesmo, que não há muito espaço para palhaçadas, é preciso levar nossas obrigações a sério, é preciso produzir, criar, render, ficar rico.. Fartas de ignorância são elas, que acreditam mesmo nisso, pelo menos é o que o "Risadinha" acha, o cara do estacionamento falou que é esse o nome dele, falou que se sabe pouco de seu passado, talvez um industrial, um pedreiro, um bancário que enfiou uma banana na cara do caos e decidiu morar em seu universo paralelo, onde existem mãos fazendo cócegas cronometadas. Talvez apenas um cachaceiro engraçado...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bloco do eu sozinho

É realmente difícil amar alguém, estamos sempre procurando algum motivo pra gostar dos outros; ou porque nos faz rir, ou porque nos faz chorar, ou porque é gostoso ou gostosa, ou porque simplesmente é aquilo, aquilo tudo que queríamos ser, queríamos ter. Mas amar, por amar e ponto é difícil demais.
Aqui de onde o vento faz a curva, tento imaginar todas as atrocidades que suas decisões poderiam fazer com nossa história, e ainda assim me mantenho na certeza de um amor que não precisa de trocas, barganhas, que não precisa de motivos. Amo porque quero e pronto.
Minhas mãos ainda fatalmente esfriam quando falo de você.

Eu tenho medo do quanto afoito possa te querer agora e em todas as próximas vezes, eu tenho medo dos absurdos que possa lhe exigir no tilintar das horas que sonho estar contigo..

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Relampejo

Fazer da lágrima o sangue que nos deixa de pé..

Eu ando pelo mundo numa caminhada sem rumo, esse tipo de coisa na qual o objetivo é apenas um, e a gente acaba se perdendo pelo tanto de voltas que a vida dá. Existem pedras, muros, muralhas e precipícios pelo caminho, removendo uns e saltando outros, a tendência dos dias é sempre seguirem em frente; numa peleja sem fim, numa briga incansável.
Sinceramente, eu não acordo todos os dias e me sento na frente de um computador, ao lado de um telefone ensandecido porque gosto disso, gosto pura e simplesmente de felicidade, tranquilidade, gosto de pessoas, faço isso pelo desejo de realizar meus sonhos; e quer saber, por mais que pareça, ninguém tem o direito nem a capacidade de destruir sonhos alheios, esses são puramente meus, e lutarei com minha arrogância e audácia, mesmo sabendo que o sonho possa pertecer a outrem.
Os provérbio capiais não mentem, a vida vai nos calejando e nos preparando para desafios maiores, para dores que o tempo haverá de aguçar.
Se essa embolada toda fosse um simples jogo de xadrez, eu já teria perdido rainha, cavalo, bispo e tudo mais, lutaria apenas com peões, mas com a certeza de uma vitória que poderá tardar, mas que é de inteiro merecimento meu..

E por todas as palavras que eu deixaria de falar.

sábado, 19 de junho de 2010

Pois é

Agora eu vou escrever de coração aberto, vou escrever pra que eu mesmo leia, pra que eu preste atenção no que penso, pra que eu preste. Das minhas estâncias, faço-me obrigado a ser rei soberano. As pessoas na rua não se deixam levar, eu não devo me deixar levar, tenho por obrigação me guiar, o minímo possível, nem que seja pra me desviar, nem que se seja pra não dar com a cara no muro.
As coisas novamente parecem descarrilhar sob meus pés, sinto frio e ausência de muitas coisas, coisas essas essênciais pra mim. Meus pesadelos sussuram afrontas em meus ouvidos. Eu posso ser maior que todas elas; mas agora estou cansado, magoado, exausto...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Devassidão Cultural

Porcos imundos, ignoram nossa cultura, como bêbados fazem com a própria moral. Cresci e me desenvolvi no Grande Sertão Veredas (às margens da represa de Três Marias, nas águas do São Francisco), poxa, eu tinha direito de saber disso, mas não, me falaram de tudo, de Curupira, quadrilha, computadores, do filho prefeito da puta que pariu. Pestiavam minhas idéias com suas inutilidades. Faltou e sempre vai faltar (pelo menos enquanto dermos mais valor à cultura alheia) gratidão ao nosso passado. Chico Mendes ainda é nome no Norte, "Padim Ciço" chega a ser uma figura mitológica no Nordeste, o Sul chega a ser arrogante pelas tradições e devoção a seu passado; mas a nós, que nos dizemos o coração da economia brasileira, nos resta idolatrar um ou outro "artista" americano em alta da semana.
É necessário que mostremos a nossas crianças, fruto doque elas são, ninguém é filho de chocadeira; é preciso dar mais valor a nossa terra, mais valor a nossa história, nossa cultura não pode se resumir a onze jogadores !

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Medo

Tenho medo, medo das adversidades que posso encontrar, medo das incertezas que me rondam, tenho medo da pouca (ou quase nenhuma) estabilidade que possuo, tenho medo das cobranças não raramente exacerbadas que me faço, mas sei lá, acredito que meus infantis sonhos possam confrontar isso, eu estou sonhando, apenas sonhando, pensando em dias melhores, em decisões mais fáceis. Auto-pena, eu não quero ser mais um frustrado recorrendo a ela, tentando se livrar do peso dos próprios passos errados.
Pra falar bem a verdade, eu só preciso de algo no que me apoiar se todas as coisas que eu pretendo tentar daqui pra frente derem errado, se o tiro que tanto temo em disparar no escuro sair pela culatra.

Daqui, do alto do cruzeiro de onde minhas idéias confusas se entrelaçam, eu acredito e acreditarei nos caminhos conturbados mas válidos que me esperam..

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Banco de rodoviária

Talvez seja a incerteza que me mantenha, e quer saber, isso é ótimo. A certeza de que não te conquistei por completo, o medo de te perder, me motiva a sempre buscar e me desdobrar para arrancar garantias suas. Isso é pra você, exclusivamente, apenas nós dois sabemos o quanto tem sido difícil, o quanto desistir parece tentador em alguns momentos, posso ter todas as dúvidas desse mundo, mas em relação a você, vai sempre me faltar palavras, vai sempre me sobrar um coração cheio de coragem, uma vida disposta a ser trocada pela sua. Traço meus caminhos, insisto em objetivos, sofro por não poder te dar tudo que queria, mas me ergo da forma mais concreta possível diante de seu olhar. Sou a pessoa mais feliz desse mundo, apenas por saber, que ainda que te perca, você existe, que eu tenho uma razão infinita para viver e te querer sempre !

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nas nuves (ou cloud live)

Cá, de onde estou, não se passam muitas coisas, não tem esse raio que me faça dançar, é escaldante, chato, porém ainda me resta(va) umas oportunidades de pisar em solo firme, de sentir o gosto bom de estar vivo. Mas não, quando mais se gosta do fortuito veraneio, têm que me ejetar, e a velocidade de subida, nisso, só nisso, é um quanto mais rápida que a descida; não sei se conhece a sensação, mas quando se é ejetado, não temos a mínima oportunidade de descolar a porcaria da bunda daquela poltrona, o fdp que nomeou essa tal de inércia esqueceu de ressaltar que só serve pra fuder, numa curva, a gente se ferra com a inércia, numa reta também, numa descida, e nessa subida pros raios e perto do sol mais ainda. E pro descontentamento de quem interesse, eu não vou ficar sentado aqui, to bem inclinado a beirar uma nuvem e me largar lá pra baixo, quem sabe me esborrachar em seus pés, mas como é de se levar em conta, as chances de plainar são grandes. Ou resolvem essa merda ou eu mesmo resolvo, e não me largo do retrato que trago comigo.
rotina das nuvens

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Perfeição (ou palavras frias e Santo de barro)

Hoje minhas idéias voam longe daqui, no patamar de importâncias, as quais a fazem descer, declinar, passam longe daquilo que já foram. Independência gera uma dependência cada vez maior, uma necessidade de ter onde se encostar, onde pedir socorro. E entre outros obstáculos, venho me adaptando ao silêncio, não que ele seja ruim, às vezes é o suficiente para que possamos refletir sobre tudo que estamos fazendo, sobre todas nossas decisões. Cada um de nós, nos consideramos seres perfeitos, completos, repletos de virtudes e com defeitos quase invisíveis; sinto muito magoar meu ego, mas não sou assim, defeitos jorram de mim, e por reconhecer o "não-completamento", me expus ao ridículo, a cara?! essa se lava (espero que por si só), bola pra frente...

"Mi fermo a pensare
Ma non credo più
Un minuto
Senza pensare che qualcuno
Che non si ferma a pensare"

Não se perdem sentimentos por conveniência, nada muda por palavras (ou a falta delas)...

Perdoe-nos, somos seres inexplicáveis...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Caminhada

Cada um cresce rondado por um universo exclusivamente seu. Os dias se passaram e vi as coisas diminuirem, o lúdico subjetivo lentamente desfalecer, não existe realmente tanta animação do outro lado da parede. E cá pra nós, é um saco como as respostas e as "recompensas" nos são dadas as vezes... Novamente pego sob o céu e o sol escaldantemente frio nas ruas cinzas da cidade em chamas por volta das 4 da tarde, perguntando pros meus próprios pés que merda é essa!!

sábado, 25 de julho de 2009

Sobre uma parte das coisas do mundo

É bem verdade que não fui, não sou e não tenho a menor pretensão de servir de exemplo a ser seguido pra ninguém, cada um leva em consideração aquilo que acredita ser um ideal de vida, diretamente ligado à sua respectiva realidade; mas por outro lado, existem coisas que no decorrer da minha curta experiência de vida foram impregnando em mim, tenho ainda total certeza que muitas delas não servirão pra muita coisa às vistas alheias, mas eu tenho pelo menos o interesse de guarda-las em algum lugar, onde eu possa futuramente olhar para trás e ver como as coisas vão indo, nisso só me resta acreditar na vitaliciedade dos servidores do google.

Não faz pouco tempo que fui "forçado" a me virar sozinho, e entre isso, pude notar que algumas vezes, e não foram poucas, só restou minhas próprias crenças, desacreditadas, inexperientes, inseguras e tudo mais, mas foi com elas embaixo do braço que fui seguindo em frente, com a cabeça nunca erguida demais ao ponto de despertar o ódio das pessoas, nem abaixada demais pra que algumas se dessem o direito de se sentirem superiores, é preciso, e bem aos poucos nos demos conta disso também, saber dosar a humildade e a prepotência, saber despertar a admiração e não o o repudio daqueles que nos cercam...

Bom, eu acredito em Deus, e muito, logo me dou mais um direito de ter plena certeza de que Este não é nem um pouco vingativo, não cobra nada para que possamos alcançar nossos objetivos, apenas que sejamos pessoas, nem honestas demais, nem fervorosas demais, nada disso, apenas gente, que erra, que ilude, que é iludido, que reconhece as falhas e volta atrás. Nessa história de ser gente, não importa, todos nós nos sentimos detentores do poder de julgar os demais, isso também não é falho, é simplesmente natural, como aquele torcedor que se julga O técnico de futebol, nos sentimos, não raramente, Deuses, capazes de acreditar que a razão é toda nossa, que poderíamos fazer um trilhão de vezes melhor doque foi feito. Aaa sim, não acredito na santidade, nem da igreja católica, nem de uma grande maioria de esculturas de barro, e muito menos do R.R. Soares (que faz gente sem perna andar); acredito em um único Ser, soberano a todos nós, que nos faz enxergar que não estamos acima de todas as coisas do mundo.

Nós "adultos", somos a representação pura e simples, daquilo que nos foi ensinado (com um grande auxilio da indole pré-existente), ninguém nasce racista, nem ladrão, nem desonesto, é tudo fruto daquilo que nos é passado, fruto da força de vontade e até mesmo da fé daqueles que nos guiaram; sei muito bem que no "lixão também nascem flores", que a todas as pessoas, cabe uma chance de se mostrarem merecedoras da oportunidade, nisso não adianta acreditar que uma mala de dinheiro irá representar nosso caráter, não vale acreditar que amedrontar irá nos trazer respeito, nosso conhecimento é tudo que podemos seguramente falar que temos e jamais nos será tirado.

Se conseguissimos saber qual o rumo que nossas vidas irão tomar, se pudessemos voltar no tempo e decidir novamente o que ser feito, talvez nos coubesse apenas repetir o mesmo; ninguém é completamente responsável pelos rumos tomados e pelas dificuldades provenientes dos mesmos; eu apenas lamento ou vangloreio o desenrolar de tudo isso.

sábado, 18 de julho de 2009

Endorfina

Eu experimentei elogiar o esmalte das mãos, quando era completamente previsivel que me atentasse com bunda e peitos; eu, digo, todos nós, deveriamos dar flores, quando tudo que se pudesse esperar era uma palavra mal criada. Deveriamos acolher quando o que se pudesse esperar era o isolamento (muitas vezes merecido e proveniente daquilo que cada um de nós plantamos) . Deveriamos ser em tudo menos previsiveis, surpreender não quando a surpresa já é esperada, surpreender quem admiramos não quando todos vão assumidamente fazer isso, podiamos mesmo era esquecer um pouco as datas, e em plena uma segunda-feira monstruosa, tirar o tempo suficiente para nos dedicarmos a algo que não seja passageiro; eis que nos engamos em muito com o tempo das coisas, um romance pode sim ser passageiro, mas pode ser tudo que irá seguramente nos restar daqui a alguns anos, depois de todos aqueles trabalhos exaustivos que desempenhamos acreditando que seria a coisa mais segura e prospera dessa vida, e fomos ver (puuf)..

Sem mais...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quando o coração fala

E sempre que morro de saudades, existe uma vontade nascendo, um desejo maior de alcançar meu sonho (de te ter por perto), plainando na minha mais pura felicidade, mostrando um pouco mais o que é paz de verdade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Incandescência

E todas as coisas desse mundo, depois que passam, por piores que possam ser, tomam um ar cômico; tristeza foi feita para salas de espera, para despedidas, não para a vida. É chegado um tempo ao qual, se nota que não vale muito à pena carregar rancores no coração, tempo no qual pensamentos ruins devem ser descartados, assim como críticas destrutivas que deveriam entram por um ouvido e saírem pelo outro.
Com o passar dos dias, eu posso sentir seus beijos em mim, cada vez mais vivos, mas isso não vem ao caso, são apenas as lembranças boas que sempre me pegam por mais fortuitas que possam parecer.
Sem querer vamos construindo clareiras no meio de terrenos desconhecidos, nos deparamos com o novo, e o novo, amanhã já passa a ser conhecido, intimo, próximo, e por fim passa a ser velho, e por mau cuidado e doce descuido, podemos, sem muito querer acabar por esquecê-lo.
A vida é isso, um monte de palavras dançando como malabares de um palhaço louco, um monte de significados dados por quem passa nela, um monte de coisas sérias que quando terminarem vão nos tirar o fôlego de tanto rir; a vida é mais, é um monte de apreensões, de agonias, de ansiedades, a vida é ao fim, um amor, e quando este não puder se perpetuar em apenas um, que sejam outros e mais outros, e assim há de chegar a hora, a deliciosa hora com ventos leves, na qual teremos a mínima certeza de um conjunto de incertezas!

(Paixão que se renova e a espera de redes)

sábado, 6 de junho de 2009

Redenção...

Mesmo que me entregue a todas minhas necessidades, é bem capaz, ainda assim que minha insolvência seja decretada. Tenho meios pelos quais não alcanço todas minhas pretensões, pelos quais não sacio toda a sede e não mato toda a fome. Pretensões efêmeras, em meio a uma luta com os ponteiros, com o acerto deles; onde nem se quer paridade de armas possuo, hora sim, hora não, me cabe apenas avistar deitado o tramite fulminante dos segundos, me levantar e forçosamente impedir a devastação, fazer da redenção uma virtude, e caminhar com um rio de saudades de coisas que ainda não vivi correndo em minhas veias, pulsando a ponto de sentir a "clamância".
Das coisas que quero, se não agora, amanhã quem sabe, mas a longa data jamais verei meus pensamentos diluídos em pessimismo e egocentrismo. Nesses solos, lembrarei ao menos minha desconformidade com o que desagradavelmente tentam me oferecer, os minutos de escolha são raros e um quanto dificultosos.

Pra tão breve, espero só o entardecer à beira mar, e todas as brisas boas desse mundo!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Desejos (ou vontades disseminadas)

Volta e meia me pego em momentos de loucura que pouco posso acreditar, se bem que não, muitos deles são sonhos, vontades minhas atormentando, implorando para que possam se exteriorizar, e nessa maré que me arrasta pra oceanos novos e ao mesmo tempo me faz morrer na praia, vou indo. Cada um estabelece limites doque acha correto e suportável, ao se aproximar de qualquer que seja, existem poucas saídas, uma é acomodar-se e não ter grandes ambições, outra é romper o muro imaginário e gigantesco de cada limite; apartir de então já não é fim, e sinceramente eu acredito que o fim é não poder fazer nada, se bobear o mesmo que morrer, romper tais muros é começar denovo, é tentar ditar a própria sorte, deixa então de ser estado unilateral de conformidade e passa a ser recomeço. Não acredito que esteja dando um tiro no escuro, com grande possibilidade de acertar meu espelho, é preferivel acreditar no lado bom das coisas, ser dinâmico, e dinamismo dita regras; a dificuldade maior é poder saber qual o valor próprio, sem alcançar a arrogância e sem se deixar inferiorizar. Sigo por estradas tortuosas, com declives imensos, aclives que me fazem quase alcançar o céu e não distante mergulhar em queda livre; não raramente contorno curvas perfeitas, em outras me esqueço de freiar e passo direto.
Mas que tudo, para aqueles que não têm tudo que querem, só cabe uma coisa, buscar, pleitear, lutar e expor a própria pele aos sacrifícios. Da mesma forma que o objetivo pode ser alcançado e reconhecido, o fracasso anda logo ao lado, acreditar em si mesmo é o único meio de escolher qual estrada trilhar.
É preciso além de tudo, inteligência, para ter ciência doque é meter os pés pelas mãos e o que é calcular obstáculos.
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"...se antes de cada acto nosso,nos puséssemos a prever todas as consequências dele,a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis,não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar"
(Saramago)