sábado, 4 de abril de 2009

Diário - Quarto Dia (para Arthur)

Brother, talvez você nem venha a se tornar real, mas de alguma forma é bom que te mostre uns fatos, vai que tenha a infelicidade de não me ter por perto também quando precise; espero que leia isso depois de fazer uma merda daquelas, e pode ter certeza, não será nada além de pura e simples genética, fuja dos parâmetros, exagere por diversas vezes, passe do ponto, parta corações e se declare a outros, prepara-se para ouvir que seu pai não valia nada e não vá me chorar quando escutar entre suspiros mórbidos que este foi o melhor homem que já se viu por estes lados, tente ser multi polar (ao menos nos dias de hoje tem sido de grande valia tal feito), não siga conselhos que te induzam a ser egoísta e muito menos olhar pro próprio umbigo (com o passar dos dias, as pessoas por perto pareceram extremamente descartáveis, o que não é verdade)...
A vida jamais será fácil, e não deixem que lhe façam acreditar no contrário, seu pai teve um dia de merda hoje, e não foi o primeiro, muito menos o último, nessa corrida, as voltas vão dificultando, o desgaste é natural!
Talvez nossa super proteção não deixe você ir muito longe, mas faça-me o favor de ir contra, meta-se em enrascadas, e faça o favor maior ainda de saber quais problemas são seus e quais são nossos.
Lute por seus passos, seja homem o bastante para enfrentar as dificuldades, é melhor que passar o resto da vida sendo lembrado de quem manda, e porque manda; o nariz é seu, claro, depois de alguns aprendizados forçados.
Farei todo o possível para lhe proporcionar o melhor, e jamais pretendo nos comparar, os tempos serão melhores, a ocasião também, mas caso nada sai como o combinado, apenas siga em frente, e é nesse história de seguir em frente que venho me ferrando, me resolvendo, me aprisionando e me libertando; nisso, infelizmente não poderei interferir muito; e não pense que vou aplaudir fracassos sem tentativas, as vitórias serão unicamente suas, poderei no máximo dar valor a seus feitos, à sua história.

No mais, seja feliz.

De um futuro possível pai que ainda cheira a leite... hehe

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Diário - Terceiro Dia - Meus temperos


"ainda que não, eu sigo sorrindo"

Aaa, e quem me dera se a vida fosse passada na cama (no bom sentido, e no mau também, rs), dormindo não somos possuidores de grandes ambições, acobertados pela preguiça, acolhidos pelo descaso; dormindo a gente não perde nem ganha, a gente não consegue inimizades, dormindo a gente não se preocupa com o tempo passando, e muito menos que a maldade e a pressa deste tal seja impaciente demais conosco, e nos leve as pessoas que mais amamos. Ora ou outra a gente sonha, mas sonhar não disperta ninguém, sonhar faz bem, sonhar leva as dores; e quando é pesadelo, acordamos e dispomos de pesadelos maiores ainda. Dormindo vamos longe, sonho com o futuro que ainda não chegou e não vejo o lado ruim deste, me perco entre lençois e suas pernas, morro e vivo em sua boca; sou possuidor de mundos, mundos bem grandes, sou igual e diferente; dormir é subjetivo, é só pensar no nosso bem, não se preocupando se isso é bom ou ruim pra outros, somos minimamente egoistas.
Porem, hoje eu acordei; com a perfeita vontade de ser feliz (continuar em um sonho que tive essa noite), "escolher meus caminhos e fazer minha sorte", e se no meio disso tudo meus objetivos se perderem, com poucos riscos e meias palavras retorno ao trilho, não dá pra seguir com o medo do errar, é melhor acreditar no sim, ventos bons me levam por aí!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Diário - Segundo dia...

La mia mente è solo un profano la donna, con le sue illusioni e spregevoli attacchi alla coscienza sentimentale e uscire, sono piuttosto che.

I sensazione evaporazione e lasciando a questa la rugiada.

In tutti i miei tempi sono cancellate le tracce di bianco filati.
Per ora è solo!

"La mia famiglia"

sexta-feira, 27 de março de 2009

Diário de realidades contemporâneas

Sampa, residuos de 27/03/09

Não que eu tenha parado no tempo, os dias que passaram a correr demais, e nessas voltas me torno em momentos desatualizado, longe do que interessa, correndo por vertentes alheias, tropicando em muros do caminho; e pra que isso?! pra auferir dúvidas maiores, pra no final do "arco-iris" preto e branco não existir tesouro algum!
E outra coisa, mudando daquilo pra isso, o que nós torna imperfeitos demais é saber todo o procedimento, é saber dosar as coisas, ter limites que sequer foram criados por nós mesmo, é a porcaria da submissão; e tem sido foda demais, tentar ser humano num mundo digital, onde maquinas regulam (e por sinal fraudam rs) minhas contas, onde meu resto de humanidade esta cheia de html's, onde a distância é próxima e fria demais... e isso tudo porque?! quem sabe porque tenhamos respostas demais, ciência demais quando o certo seria imperfeição, porque pelo maldito direito de pensar, o fazemos, e complicamos tudo por mais simples que seja!!
Aaaa, os dias de juvenilidade que me foram atribuidos para que previamente determinados sejam gastos com muito suor, com auto mutilação e reclamações; e se eu tiver apenas uma chance de esquecer a razão e não sofrer as consequências de dias de sanções muito bem programados e definidos por mais um processador de última geração.
Eu sinceramente acredito que não tive tempo para pensar com cuidado no decorrer dos últimos 19, berando 20 anos; tive que aceitar cobranças e divisões nas vitórias (não muitas) que obtive, precisei aguentar firme quando na verdade eu precisava era entregar os pontos, precisei até me mostrar inconsequente pra que lembrassem que eu ainda existia; e agora busco com todas as forças provar que sou capaz mais uma vez, que não sou só mais um "zé", quem sabe movido pela ambição, implantada em mim por Deus sabe quem, ou sabe sim, por eu mesmo, numa busca incansável por mostrar-lhes que sou melhor doque estou!! Cozinhando nos dias corridos de Sp, apaga a luz e fecha a porta, eu moro sozinho pooorra.. (só pra relaxar).

sábado, 21 de março de 2009

Cifras

Trago aqui, a tira colo postergado, papéis banhados em sangue, dedos esfolados e guerras inacabadas; trago junto de ti, ambições desnecessárias e um jogo de inteligência movido pela burrice e ganância; trazem junto de vós luxuria; e junto a tudo isso mortes e vidas, vidas nem sempre vividas, pela necessidades de encontrar tais papéis, para então comerçamos tudo de novo, onde homens jamais serão iguais aos outros e vidas reduzidas a papel meramente queimável !

domingo, 15 de março de 2009

Vivência ou Vivencia !



De forma que eu jamais me esquecerei de você
De forma alguma que jamais estarei longe do seu lado
E ao teu lado que seja todo carnaval desse mundo
Toda esperança de um sub-produto, o mundo
E nesse faz de conta
Me dei conta, que metade minha não sou mais
Que nem sou mais como o ontem
Que o amanhã é incerto e impróprio
Certo ao nosso ver
Impróprio como há de ser às flores
Proveitosos como hão de ser meus te amos!

Besterelidades jogadas ao vento
Que ao menos cheguem aos seus ouvidos (ou olhos)

Horizontá ?

Nessa corrida alucinante que me meti
Perco a cada dia fragmentos meus (de alta importância)
Nessa corrida alucinante
em minha cara, pra não dizer rosto
capturo planfletos levados ao vento
acredito em "inrealidades" bestas
Nessa alucinação
defino horizontes
Horizontes certos e incertos
Nessa corrida
Horizontes muito bem definidos
Nessa definição
Uma vida plenamente incerta