terça-feira, 23 de junho de 2009

Quando o coração fala

E sempre que morro de saudades, existe uma vontade nascendo, um desejo maior de alcançar meu sonho (de te ter por perto), plainando na minha mais pura felicidade, mostrando um pouco mais o que é paz de verdade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Incandescência

E todas as coisas desse mundo, depois que passam, por piores que possam ser, tomam um ar cômico; tristeza foi feita para salas de espera, para despedidas, não para a vida. É chegado um tempo ao qual, se nota que não vale muito à pena carregar rancores no coração, tempo no qual pensamentos ruins devem ser descartados, assim como críticas destrutivas que deveriam entram por um ouvido e saírem pelo outro.
Com o passar dos dias, eu posso sentir seus beijos em mim, cada vez mais vivos, mas isso não vem ao caso, são apenas as lembranças boas que sempre me pegam por mais fortuitas que possam parecer.
Sem querer vamos construindo clareiras no meio de terrenos desconhecidos, nos deparamos com o novo, e o novo, amanhã já passa a ser conhecido, intimo, próximo, e por fim passa a ser velho, e por mau cuidado e doce descuido, podemos, sem muito querer acabar por esquecê-lo.
A vida é isso, um monte de palavras dançando como malabares de um palhaço louco, um monte de significados dados por quem passa nela, um monte de coisas sérias que quando terminarem vão nos tirar o fôlego de tanto rir; a vida é mais, é um monte de apreensões, de agonias, de ansiedades, a vida é ao fim, um amor, e quando este não puder se perpetuar em apenas um, que sejam outros e mais outros, e assim há de chegar a hora, a deliciosa hora com ventos leves, na qual teremos a mínima certeza de um conjunto de incertezas!

(Paixão que se renova e a espera de redes)

sábado, 6 de junho de 2009

Redenção...

Mesmo que me entregue a todas minhas necessidades, é bem capaz, ainda assim que minha insolvência seja decretada. Tenho meios pelos quais não alcanço todas minhas pretensões, pelos quais não sacio toda a sede e não mato toda a fome. Pretensões efêmeras, em meio a uma luta com os ponteiros, com o acerto deles; onde nem se quer paridade de armas possuo, hora sim, hora não, me cabe apenas avistar deitado o tramite fulminante dos segundos, me levantar e forçosamente impedir a devastação, fazer da redenção uma virtude, e caminhar com um rio de saudades de coisas que ainda não vivi correndo em minhas veias, pulsando a ponto de sentir a "clamância".
Das coisas que quero, se não agora, amanhã quem sabe, mas a longa data jamais verei meus pensamentos diluídos em pessimismo e egocentrismo. Nesses solos, lembrarei ao menos minha desconformidade com o que desagradavelmente tentam me oferecer, os minutos de escolha são raros e um quanto dificultosos.

Pra tão breve, espero só o entardecer à beira mar, e todas as brisas boas desse mundo!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Desejos (ou vontades disseminadas)

Volta e meia me pego em momentos de loucura que pouco posso acreditar, se bem que não, muitos deles são sonhos, vontades minhas atormentando, implorando para que possam se exteriorizar, e nessa maré que me arrasta pra oceanos novos e ao mesmo tempo me faz morrer na praia, vou indo. Cada um estabelece limites doque acha correto e suportável, ao se aproximar de qualquer que seja, existem poucas saídas, uma é acomodar-se e não ter grandes ambições, outra é romper o muro imaginário e gigantesco de cada limite; apartir de então já não é fim, e sinceramente eu acredito que o fim é não poder fazer nada, se bobear o mesmo que morrer, romper tais muros é começar denovo, é tentar ditar a própria sorte, deixa então de ser estado unilateral de conformidade e passa a ser recomeço. Não acredito que esteja dando um tiro no escuro, com grande possibilidade de acertar meu espelho, é preferivel acreditar no lado bom das coisas, ser dinâmico, e dinamismo dita regras; a dificuldade maior é poder saber qual o valor próprio, sem alcançar a arrogância e sem se deixar inferiorizar. Sigo por estradas tortuosas, com declives imensos, aclives que me fazem quase alcançar o céu e não distante mergulhar em queda livre; não raramente contorno curvas perfeitas, em outras me esqueço de freiar e passo direto.
Mas que tudo, para aqueles que não têm tudo que querem, só cabe uma coisa, buscar, pleitear, lutar e expor a própria pele aos sacrifícios. Da mesma forma que o objetivo pode ser alcançado e reconhecido, o fracasso anda logo ao lado, acreditar em si mesmo é o único meio de escolher qual estrada trilhar.
É preciso além de tudo, inteligência, para ter ciência doque é meter os pés pelas mãos e o que é calcular obstáculos.
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"...se antes de cada acto nosso,nos puséssemos a prever todas as consequências dele,a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis,não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar"
(Saramago)

sábado, 30 de maio de 2009

Problema social à base de bala

"Então o tempo, que não combinava com o progresso, vinha como doença, de dentro para fora dos habitos.
Quando ele amou tão forte como uma bola de fogo, ela, o chão e alegria de poder fazer mais uma curva em sua historia"

06 de Novembro - 1896

O vento misturado ao mormaço espalha o misterioso, ora empolgante, ora aterrorisante sentido de morte em Canudos. 6 de novembro foi a data na qual a 1º Expedição de Assassinos zarpou de Salvador em busca de destruição. Os motivos que originaram são muito controversos e mascarados, mas acredito que nenhum deles possa justificar as mais de 20 mil mortes; um deles pode ser entendido pela condição do arraial, Canudos tinha uma alma latente, composta por gente fervoroza e devido a isso o governo precisou de 4 expedições, muita pólvora, salitre e chumbo para transformar os sonhos de Antônio Conselheiro em ruinas, há correntes que acreditam até mesmo em uma certa tentativa de lutar por uma independência; mas o que possivelmente mais assombrava as elites não só nordestinas, era a indignação de Conselheiro com o estado de seu povo, com a miséria que rondou e continua rondando tais terras, e para indiganção, infelizmente, a resposta até hoje é bala.

Do morro da Favela, avistou-se a devastação e por ele escorrerou a covardia de uma nação contra um povo sem voz, o nome Favela foi "carinhosamente" atribuido aos morros de hoje em dia; onde a mão armada em cumprimento ao dever legal continua decaptando vidas, claro que a criminalidade (sem a pretensão de fugir ao assunto principal) deve ser combatida, mas por outro lado havemos de lembrar que ela brota da miséria, das diferenças acobertadas por nossos cartões postais.

Canudos foi isso, um problema social, calado à base de pólvora e chumbo!

Haveria muito mais a ser dito, mas realmente o melhor que possamos fazer é agir, buscar igualdade prática é preciso.

Desabafo de uma semana...

Voglio solo che tutto quello che viene di nuovo come prima. Si ritorna a tutta la mia.
Questo è un sogno dal quale mi rifiuto di uscire.
Chi conosce le difficoltà che si stanno prendendo da me.

Sto facendo tutto il possibile, mi creda!

sábado, 23 de maio de 2009

Para Sophia, Arthur e a Razão de tudo isso

Acontece que hoje eu acordei num perfeito domingo de manhã, por bem querer o sol começou a esquenter nossos pés, alguns passos pelo corredor com pisos de madeira, um pouco de tapete e uma aconchegante porcelana de chão, misturado com os cheiros de vida, me empenho ao máximo por tudo aquilo no qual eu possa dar uma parte grande de mim. E pela maravilhosa razão de mais um dia, seus pés encolhidos por um vento frio que logo passa, leves e carregados de paz, se aproximam, por instinto natural seu sorriso ensolarado me apanhaa; eu não preciso pronunciar se quer um grunido, tenho tudo de mais magnifico que possa existir à minha frente, com planos realizaveis em 24hrs. Então breves choros, a liberdade será deles a ponto que nem se quer nossa superproteção possa delimitar, por enquanto só Phia e Thu me superdosam com os melhores sentimentos engatinhados desse mundo . Os papéis encontram-se perfeitamente definidos, com todos seus passos e forças manipulados para um final num domingo de manhã...