terça-feira, 28 de abril de 2009

Tipicidade em pastas ocultas!

Típico, quem sabe eu seja um fato típico, um ato jurídico, e se bobear não punível. Vai que isso seja apenas o protótipo de tudo que ainda haverei de ser. Já que não posso; domingo, domingo de manhã é dia de Cordel do Fogo, na ruuua, na carne crua, na camisa suada, no pés descompassados, no semi transe particular, que venha, que seja na base do sofrimento e da asturia, que seja na minha base mesmo, na busca de filósofos pelo próprio eu. Eeu?! eu sim, no desenrolar de gente nova, no rules (assim que aceito)...

"Circo pegando fogo
E a lona rasgada no alto
No globo os artistas da morte
E essa tragédia que é viver
E essa tragédia "

Saio de casa às 9, volto às 11, e nem sempre sou eu mesmo que volto, me dobro e desdobro ao longo de mais um dia!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Não só mais um seriado americano!


Após longa data, terminei de assistir às duas temporadas de Californication (sob recomendação), e de um jeito estranho me identifiquei pra caramba com esse puto de merda; sei que não sou nenhum Hank Mooby, a realidade é bastante diferente, mas a coisa tem carisma, você não precisa de muitas coisas pra ser feliz, nem de se afogar em um mar de xoxotas (como o mesmo diz) pra ter a certeza de quem é a sua felicidade realmente!! E tem mais, o cara é meio que uma locomotiva, por mais perdido que pareça estar, existe sim um objetivo, uma finalidade em tudo. Sei muito bem que é ficção, não adianta pensar que sair por ai num conversível caindo aos pedaços vai me fazer o mais completo; mas chega a ser tentador toda a trama!! Altamente recomendável pra quem é depravado, sincero, impulsivo, manda à pqp metade do mundo com frequência, com humor duvidoso, com alguma porcaria interessante na mente e quem sabe, o principal, que ame perdidamente (ao ponto de estar disposto a fazer qualquer merda que for preciso)! (ééé, se bobear na história sou eu)...rs

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Brisa


E desses ventos que as vezes me levam, eu não sou daqui, aqui não é meu lugar, e nesse caminho eu não volto mais. Talvez uma tarde chuvosa à beira mar, assim como eu sempre venho egoistamente sonhando, um cheiro agravel de paz, um mundo inteiro em uma só cor a minha frente. Olhos sorridentes insistem em me abraçar por mais algumas vezes, a noite aponta um quanto longe e nada nos fará sair dali, agora eu sou um todo eu, e um tanto nós!

damn devozione'

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Telegrama

- Vem tio, escuta isso, vai acalmar...

Sou cheio desses fatos repentinos na cabeça, Gabriel quem me disse isso, e é imensa a saudade que sinto dele, é tecnicamente meu sobrinho mais velho, e o tempo, o comodismo dissiminado, a ansia por juntar um monte de dinheiro embaixo do colchão , vai nos levando momentos preciosos. Minha vida poderia ter parado naquele quarto, com um carrinho colorido no pé, um amor tão familiar no peito e um telegrama nos ouvidos. Busque estar ao lado de quem lhe emane amor, antes que comece a esquecer o rosto deles, e acabe se apaixonando por um saco de papeis numerados!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Esplendor ( ou luzes da escuridão )

Quem sabe, talvez seja fato, pode não passar de um maestro com as mãos amarradas nas costas, tentando reger uma orquestra desfalcada, acomodada a notas curtas e desinteressada!

Adapt. revista veja (lixo) comentário d'um diretor de time europeu (bosta) sobre o Felipão.. Tá bom, pode não passar da mais pura verdade, mais deu vontade de expor opinião!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Doadores de Sorrisos



Sinceramente, não irei definir nada, tudo de mim já sabem aqueles para quem eu escrevo, e desculpe se for o caso a falta de modos, tentaram e muito mudar um pouco disso, mas para os que eu escrevo, a certeza de que tal incoveniência, tal sinceridade no momento errado é impossível de ser mudado é fato; sei muito bem que existem coisas que bastaria pensar, falar pode estregar, no entanto, nada posso mudar, ser assim é o único jeito, as vezes gosto, raramente não gosto, e gosto mesmo de deixar explícito, principalmente quando não gosto!
Vamos ao ocorrido, hoje tive visita no hospital Candido Fontoura, é um perfeito hospital infantil, a vontade de lutar pela vida é algo que me surpreende mais que em qualquer outro lugar dentro daquele hospital; mesmo que seja treinamento muito bem aplicado, os funcionários (enfermeiras, médicos, faxineiras, etc...) parecem gladiar por cada vida que ali se encontra. Ver crianças, que enquanto poderiam correr e enlouquecer seus pais completamente, entubadas, é algo que nos faz pensar de verdade, e não é nada dessas coisas para angariar fundos, pedir esmolas, a questão principal é a própria "injustiça" da vida, vista enquanto humando, pois eu acredito mais sinceramente ainda que Deus sabe o que faz.
Não trago sentimentos ruins de lá, nenhum mesmo, nada que vejo me choca ao ponto de pensar em parar, pelo contrário; as dificuldades podem parecer invenciveis ao longo de nossos dias chorosos de trabalhos mal remunerados, de tristezas ocasionais, de reclamações "infudadas", mas garanto a qualquer um que são extremamente inferiores ao tamanho da luta de cada criança que me segue com os olhos; vestido de alegria, maqueado de piadas, entorpecido pela vontade de doar um simples sorriso, me entrego, e a cada entrega recebo em triplo, não entregamos riquezas materias, enquanto mero visitante recheado de sorrisos, somos apenas gente, gente mesmo, importando pelo próximo, imaginando o tamanho da dor que se encontra em cada coraçãozinho internado.
Hoje fomos em poucos, pra ser mais exatos cinco pessoas, e é melhor que se entendam como pessoas apenas, não existem sexos, não existem etnias, não existem classes sociais. Cinco pessoas, e acredito eu, muito dispostas a doar não só sorrisos, mas um pouco de suas próprias vidas a todos os pequenos anjos que por um mistério gigantesco, passam a depender de nossa força, de nossos narizes de palhaços, de nossos realejos...
Eu, em primeira pessoa, até embaixo de uma maca me enfiei, com a vontade única de ver um sorriso de alguém que conhecia a poucos minutos.

Pisando em nuvens fomos embora, o caminho seguinte pode até parecer boemio, mas não, encontravamos-nos agora entre outros amigos, num botequim distante, com o mesmo interesse de outra forma, nisso eu só precisava dividir um pouco dos sorrisos colhidos, contar besteiras, falar, ouvir, expor minha arcada dentada "sem dó", brindar mais uma vez a vida que tão pouco valorizamos!

domingo, 19 de abril de 2009

Dia

Com essa pretenção ridicula de me livrar de todo o mal, passa a habitar o sarcasmo na parte menor de risos que ainda me resta.
Eu bem posso tentar ocultar tal descaso, mas bem lá no fundo fervilha um torpe cidadão correndo a todos os lados, vendo a hora de saturar-se e explodir em desleite.

Vou apodrecendo lentamente sob os minutos pesados e a casca inútil do flamigerado acaso!