quinta-feira, 23 de abril de 2009

Telegrama

- Vem tio, escuta isso, vai acalmar...

Sou cheio desses fatos repentinos na cabeça, Gabriel quem me disse isso, e é imensa a saudade que sinto dele, é tecnicamente meu sobrinho mais velho, e o tempo, o comodismo dissiminado, a ansia por juntar um monte de dinheiro embaixo do colchão , vai nos levando momentos preciosos. Minha vida poderia ter parado naquele quarto, com um carrinho colorido no pé, um amor tão familiar no peito e um telegrama nos ouvidos. Busque estar ao lado de quem lhe emane amor, antes que comece a esquecer o rosto deles, e acabe se apaixonando por um saco de papeis numerados!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Esplendor ( ou luzes da escuridão )

Quem sabe, talvez seja fato, pode não passar de um maestro com as mãos amarradas nas costas, tentando reger uma orquestra desfalcada, acomodada a notas curtas e desinteressada!

Adapt. revista veja (lixo) comentário d'um diretor de time europeu (bosta) sobre o Felipão.. Tá bom, pode não passar da mais pura verdade, mais deu vontade de expor opinião!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Doadores de Sorrisos



Sinceramente, não irei definir nada, tudo de mim já sabem aqueles para quem eu escrevo, e desculpe se for o caso a falta de modos, tentaram e muito mudar um pouco disso, mas para os que eu escrevo, a certeza de que tal incoveniência, tal sinceridade no momento errado é impossível de ser mudado é fato; sei muito bem que existem coisas que bastaria pensar, falar pode estregar, no entanto, nada posso mudar, ser assim é o único jeito, as vezes gosto, raramente não gosto, e gosto mesmo de deixar explícito, principalmente quando não gosto!
Vamos ao ocorrido, hoje tive visita no hospital Candido Fontoura, é um perfeito hospital infantil, a vontade de lutar pela vida é algo que me surpreende mais que em qualquer outro lugar dentro daquele hospital; mesmo que seja treinamento muito bem aplicado, os funcionários (enfermeiras, médicos, faxineiras, etc...) parecem gladiar por cada vida que ali se encontra. Ver crianças, que enquanto poderiam correr e enlouquecer seus pais completamente, entubadas, é algo que nos faz pensar de verdade, e não é nada dessas coisas para angariar fundos, pedir esmolas, a questão principal é a própria "injustiça" da vida, vista enquanto humando, pois eu acredito mais sinceramente ainda que Deus sabe o que faz.
Não trago sentimentos ruins de lá, nenhum mesmo, nada que vejo me choca ao ponto de pensar em parar, pelo contrário; as dificuldades podem parecer invenciveis ao longo de nossos dias chorosos de trabalhos mal remunerados, de tristezas ocasionais, de reclamações "infudadas", mas garanto a qualquer um que são extremamente inferiores ao tamanho da luta de cada criança que me segue com os olhos; vestido de alegria, maqueado de piadas, entorpecido pela vontade de doar um simples sorriso, me entrego, e a cada entrega recebo em triplo, não entregamos riquezas materias, enquanto mero visitante recheado de sorrisos, somos apenas gente, gente mesmo, importando pelo próximo, imaginando o tamanho da dor que se encontra em cada coraçãozinho internado.
Hoje fomos em poucos, pra ser mais exatos cinco pessoas, e é melhor que se entendam como pessoas apenas, não existem sexos, não existem etnias, não existem classes sociais. Cinco pessoas, e acredito eu, muito dispostas a doar não só sorrisos, mas um pouco de suas próprias vidas a todos os pequenos anjos que por um mistério gigantesco, passam a depender de nossa força, de nossos narizes de palhaços, de nossos realejos...
Eu, em primeira pessoa, até embaixo de uma maca me enfiei, com a vontade única de ver um sorriso de alguém que conhecia a poucos minutos.

Pisando em nuvens fomos embora, o caminho seguinte pode até parecer boemio, mas não, encontravamos-nos agora entre outros amigos, num botequim distante, com o mesmo interesse de outra forma, nisso eu só precisava dividir um pouco dos sorrisos colhidos, contar besteiras, falar, ouvir, expor minha arcada dentada "sem dó", brindar mais uma vez a vida que tão pouco valorizamos!

domingo, 19 de abril de 2009

Dia

Com essa pretenção ridicula de me livrar de todo o mal, passa a habitar o sarcasmo na parte menor de risos que ainda me resta.
Eu bem posso tentar ocultar tal descaso, mas bem lá no fundo fervilha um torpe cidadão correndo a todos os lados, vendo a hora de saturar-se e explodir em desleite.

Vou apodrecendo lentamente sob os minutos pesados e a casca inútil do flamigerado acaso!

sábado, 18 de abril de 2009

Quotidiano - Sesto Giorno

Eu cultivo rosas e rimas. achando que é genial, mas alguem vai desinventar meu som minunciosamente...
Pois bem, lamentável que 5 centavos já não seja dinheiro. Lamentável que os segundos sejam tão proveitosamente desperdiçados!

"Più il tempo, oltre il momento e mi dice: ciò che è più che ha.
E nonostante salva solo me, guardia disprezzo.
Più il tempo, oltre il momento, mi è più.
Se la parte sinistra del petto e in fondo mi vogliono ancora"

A la forra,Hasta luego!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Diário - Quinto dia

Bom, vamos lá, dessa vez nada de romances, críticas políticas subjetivas, as já tão faladas alusões, nada disso. Só quero um pouco mais de cheiro, um cheiro verde que a tempos não sinto, isso não necessariamente deveria estar expresso aqui, se bem que nem sei o porque esta. O dia foi pouco pertinente, uma porcaria de mais uma crise de bronquite, uma brincadeira pouco sucedida e um aparelho de comunicação defunto, plenamente sem vida, uma tarde com pouco sol, combinação perfeita para no final me sentir até um pouco leve (quem sabe a respiração tenha voltado) hehe.
É bom, raramente, se dar conta do quanto independente ficamos, do quanto alguns dias podem ser vagos, e voltar a ser um pouco mais animal, racionalizar. Hoje não coloquei a mão no bolso por muitas vezes, não senti tanta fome, parando pra pensar, pouco pensei; apenas fui agindo, sendo um pouco paciente em mais uma fila. Quem sabe eu não tenha grandes ambições materiais mesmo (me deixo levar mais facilmente por prazeres provenientes de várias formas), os meios eu admito que sejam infinatamente mutáveis, traduzindo (não me apego a cifrões), me interesso mais nos fins, não tenho sonhado com uma imensidão de objetos (e não pense que nunca tive oportunidade de tê-los, mesmo não sendo possuidor de grandes terras), as pessoas sinceramente me atraem muito mais, e pode parecer perfeitamente tolo nos dias de hoje às vistas de muitos, mas é delas que eu preciso...

Um fato isolado..

Uma certa nostalgia de quando minhas pernas me permetiam estar mais próximo do chão, do cheiro agradavel da calçada molhada, das luzes passando sobre o asfalto vagarosamente frias, quem sabe seja até que um deja'vu tenha me abraçado. Mas a história de desenhar o sol com tijolos de construção pode ser mais agradável doque parece.

Umas interrogações..

Até quando nessa paulicéia desvairada?! preciso realmente disso tudo?! Pode parecer que não, mas estamos todos englobados, capsulados, bitolados em um mesmo sistema, que em pouquissimas ocasiões nos permite ir contra ele.
Sinto falta de um belo horizonte, um horizonte que apenas eu vivi, não este atual, com representantes juvenis da classe média com vozes prepotentes e um sotaque deformado, diferente doutrora (sou mineiro, tenho todo direito de apontar os defeitos que eu acredito, não me incomode); um horizonte sendo visto passar pela janela cansada e respingada depois de um dia sem grandes ambições materias, afinal das contas eu só pensava em crescer pra ver no que ia dar!!
aaaa sim, antes que alguém imagine besteiras, hoje, apesar de todas as diferentes dificuldades me sinto muito melhor, poxa, consegui (eu acredito) parte grande de tudo o que mais preciso, uma pessoa (pra não deixar fugir do deploravel, ou não, espirito de escrito de porta de botequim)! Vou me indo, já é tarde o bastante...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Diário - Perdi a Conta

As horas já me permitiriam estar em sono profundo, mas não, alguma coisa me segurou aqui por mais estes momentos; Primeiro: um dia digamos diferente; Segundo: assisti a Linha de Passe, mas um desses filmes nacionais que me abraçam e me puxam pra dentro deles, a realidade de uma mãe solteira, 3 filhos brancos e 1 negro, se não fosse pela ausência de 1, poderia muito bem dizer que trata-se de mero espelhamento na história de Maria das Graças !! Terceiro: e entre os listados, sem dúvida o mais importante, uma conversa perfeitamente sincera, "pedidos" e quem sabe braços dados a torcer, uma vontade enorme de acordar com seu sorriso preguiçoso, de ir dormir entre suas maquiagens bem feitas, aproveitando o gosto de todos seus brilhos!

(concretizado pra vc, minha vida)