quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Caminhada

Cada um cresce rondado por um universo exclusivamente seu. Os dias se passaram e vi as coisas diminuirem, o lúdico subjetivo lentamente desfalecer, não existe realmente tanta animação do outro lado da parede. E cá pra nós, é um saco como as respostas e as "recompensas" nos são dadas as vezes... Novamente pego sob o céu e o sol escaldantemente frio nas ruas cinzas da cidade em chamas por volta das 4 da tarde, perguntando pros meus próprios pés que merda é essa!!

sábado, 25 de julho de 2009

Sobre uma parte das coisas do mundo

É bem verdade que não fui, não sou e não tenho a menor pretensão de servir de exemplo a ser seguido pra ninguém, cada um leva em consideração aquilo que acredita ser um ideal de vida, diretamente ligado à sua respectiva realidade; mas por outro lado, existem coisas que no decorrer da minha curta experiência de vida foram impregnando em mim, tenho ainda total certeza que muitas delas não servirão pra muita coisa às vistas alheias, mas eu tenho pelo menos o interesse de guarda-las em algum lugar, onde eu possa futuramente olhar para trás e ver como as coisas vão indo, nisso só me resta acreditar na vitaliciedade dos servidores do google.

Não faz pouco tempo que fui "forçado" a me virar sozinho, e entre isso, pude notar que algumas vezes, e não foram poucas, só restou minhas próprias crenças, desacreditadas, inexperientes, inseguras e tudo mais, mas foi com elas embaixo do braço que fui seguindo em frente, com a cabeça nunca erguida demais ao ponto de despertar o ódio das pessoas, nem abaixada demais pra que algumas se dessem o direito de se sentirem superiores, é preciso, e bem aos poucos nos demos conta disso também, saber dosar a humildade e a prepotência, saber despertar a admiração e não o o repudio daqueles que nos cercam...

Bom, eu acredito em Deus, e muito, logo me dou mais um direito de ter plena certeza de que Este não é nem um pouco vingativo, não cobra nada para que possamos alcançar nossos objetivos, apenas que sejamos pessoas, nem honestas demais, nem fervorosas demais, nada disso, apenas gente, que erra, que ilude, que é iludido, que reconhece as falhas e volta atrás. Nessa história de ser gente, não importa, todos nós nos sentimos detentores do poder de julgar os demais, isso também não é falho, é simplesmente natural, como aquele torcedor que se julga O técnico de futebol, nos sentimos, não raramente, Deuses, capazes de acreditar que a razão é toda nossa, que poderíamos fazer um trilhão de vezes melhor doque foi feito. Aaa sim, não acredito na santidade, nem da igreja católica, nem de uma grande maioria de esculturas de barro, e muito menos do R.R. Soares (que faz gente sem perna andar); acredito em um único Ser, soberano a todos nós, que nos faz enxergar que não estamos acima de todas as coisas do mundo.

Nós "adultos", somos a representação pura e simples, daquilo que nos foi ensinado (com um grande auxilio da indole pré-existente), ninguém nasce racista, nem ladrão, nem desonesto, é tudo fruto daquilo que nos é passado, fruto da força de vontade e até mesmo da fé daqueles que nos guiaram; sei muito bem que no "lixão também nascem flores", que a todas as pessoas, cabe uma chance de se mostrarem merecedoras da oportunidade, nisso não adianta acreditar que uma mala de dinheiro irá representar nosso caráter, não vale acreditar que amedrontar irá nos trazer respeito, nosso conhecimento é tudo que podemos seguramente falar que temos e jamais nos será tirado.

Se conseguissimos saber qual o rumo que nossas vidas irão tomar, se pudessemos voltar no tempo e decidir novamente o que ser feito, talvez nos coubesse apenas repetir o mesmo; ninguém é completamente responsável pelos rumos tomados e pelas dificuldades provenientes dos mesmos; eu apenas lamento ou vangloreio o desenrolar de tudo isso.

sábado, 18 de julho de 2009

Endorfina

Eu experimentei elogiar o esmalte das mãos, quando era completamente previsivel que me atentasse com bunda e peitos; eu, digo, todos nós, deveriamos dar flores, quando tudo que se pudesse esperar era uma palavra mal criada. Deveriamos acolher quando o que se pudesse esperar era o isolamento (muitas vezes merecido e proveniente daquilo que cada um de nós plantamos) . Deveriamos ser em tudo menos previsiveis, surpreender não quando a surpresa já é esperada, surpreender quem admiramos não quando todos vão assumidamente fazer isso, podiamos mesmo era esquecer um pouco as datas, e em plena uma segunda-feira monstruosa, tirar o tempo suficiente para nos dedicarmos a algo que não seja passageiro; eis que nos engamos em muito com o tempo das coisas, um romance pode sim ser passageiro, mas pode ser tudo que irá seguramente nos restar daqui a alguns anos, depois de todos aqueles trabalhos exaustivos que desempenhamos acreditando que seria a coisa mais segura e prospera dessa vida, e fomos ver (puuf)..

Sem mais...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quando o coração fala

E sempre que morro de saudades, existe uma vontade nascendo, um desejo maior de alcançar meu sonho (de te ter por perto), plainando na minha mais pura felicidade, mostrando um pouco mais o que é paz de verdade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Incandescência

E todas as coisas desse mundo, depois que passam, por piores que possam ser, tomam um ar cômico; tristeza foi feita para salas de espera, para despedidas, não para a vida. É chegado um tempo ao qual, se nota que não vale muito à pena carregar rancores no coração, tempo no qual pensamentos ruins devem ser descartados, assim como críticas destrutivas que deveriam entram por um ouvido e saírem pelo outro.
Com o passar dos dias, eu posso sentir seus beijos em mim, cada vez mais vivos, mas isso não vem ao caso, são apenas as lembranças boas que sempre me pegam por mais fortuitas que possam parecer.
Sem querer vamos construindo clareiras no meio de terrenos desconhecidos, nos deparamos com o novo, e o novo, amanhã já passa a ser conhecido, intimo, próximo, e por fim passa a ser velho, e por mau cuidado e doce descuido, podemos, sem muito querer acabar por esquecê-lo.
A vida é isso, um monte de palavras dançando como malabares de um palhaço louco, um monte de significados dados por quem passa nela, um monte de coisas sérias que quando terminarem vão nos tirar o fôlego de tanto rir; a vida é mais, é um monte de apreensões, de agonias, de ansiedades, a vida é ao fim, um amor, e quando este não puder se perpetuar em apenas um, que sejam outros e mais outros, e assim há de chegar a hora, a deliciosa hora com ventos leves, na qual teremos a mínima certeza de um conjunto de incertezas!

(Paixão que se renova e a espera de redes)

sábado, 6 de junho de 2009

Redenção...

Mesmo que me entregue a todas minhas necessidades, é bem capaz, ainda assim que minha insolvência seja decretada. Tenho meios pelos quais não alcanço todas minhas pretensões, pelos quais não sacio toda a sede e não mato toda a fome. Pretensões efêmeras, em meio a uma luta com os ponteiros, com o acerto deles; onde nem se quer paridade de armas possuo, hora sim, hora não, me cabe apenas avistar deitado o tramite fulminante dos segundos, me levantar e forçosamente impedir a devastação, fazer da redenção uma virtude, e caminhar com um rio de saudades de coisas que ainda não vivi correndo em minhas veias, pulsando a ponto de sentir a "clamância".
Das coisas que quero, se não agora, amanhã quem sabe, mas a longa data jamais verei meus pensamentos diluídos em pessimismo e egocentrismo. Nesses solos, lembrarei ao menos minha desconformidade com o que desagradavelmente tentam me oferecer, os minutos de escolha são raros e um quanto dificultosos.

Pra tão breve, espero só o entardecer à beira mar, e todas as brisas boas desse mundo!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Desejos (ou vontades disseminadas)

Volta e meia me pego em momentos de loucura que pouco posso acreditar, se bem que não, muitos deles são sonhos, vontades minhas atormentando, implorando para que possam se exteriorizar, e nessa maré que me arrasta pra oceanos novos e ao mesmo tempo me faz morrer na praia, vou indo. Cada um estabelece limites doque acha correto e suportável, ao se aproximar de qualquer que seja, existem poucas saídas, uma é acomodar-se e não ter grandes ambições, outra é romper o muro imaginário e gigantesco de cada limite; apartir de então já não é fim, e sinceramente eu acredito que o fim é não poder fazer nada, se bobear o mesmo que morrer, romper tais muros é começar denovo, é tentar ditar a própria sorte, deixa então de ser estado unilateral de conformidade e passa a ser recomeço. Não acredito que esteja dando um tiro no escuro, com grande possibilidade de acertar meu espelho, é preferivel acreditar no lado bom das coisas, ser dinâmico, e dinamismo dita regras; a dificuldade maior é poder saber qual o valor próprio, sem alcançar a arrogância e sem se deixar inferiorizar. Sigo por estradas tortuosas, com declives imensos, aclives que me fazem quase alcançar o céu e não distante mergulhar em queda livre; não raramente contorno curvas perfeitas, em outras me esqueço de freiar e passo direto.
Mas que tudo, para aqueles que não têm tudo que querem, só cabe uma coisa, buscar, pleitear, lutar e expor a própria pele aos sacrifícios. Da mesma forma que o objetivo pode ser alcançado e reconhecido, o fracasso anda logo ao lado, acreditar em si mesmo é o único meio de escolher qual estrada trilhar.
É preciso além de tudo, inteligência, para ter ciência doque é meter os pés pelas mãos e o que é calcular obstáculos.
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"...se antes de cada acto nosso,nos puséssemos a prever todas as consequências dele,a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis,não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar"
(Saramago)