terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bloco do eu sozinho

É realmente difícil amar alguém, estamos sempre procurando algum motivo pra gostar dos outros; ou porque nos faz rir, ou porque nos faz chorar, ou porque é gostoso ou gostosa, ou porque simplesmente é aquilo, aquilo tudo que queríamos ser, queríamos ter. Mas amar, por amar e ponto é difícil demais.
Aqui de onde o vento faz a curva, tento imaginar todas as atrocidades que suas decisões poderiam fazer com nossa história, e ainda assim me mantenho na certeza de um amor que não precisa de trocas, barganhas, que não precisa de motivos. Amo porque quero e pronto.
Minhas mãos ainda fatalmente esfriam quando falo de você.

Eu tenho medo do quanto afoito possa te querer agora e em todas as próximas vezes, eu tenho medo dos absurdos que possa lhe exigir no tilintar das horas que sonho estar contigo..

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Relampejo

Fazer da lágrima o sangue que nos deixa de pé..

Eu ando pelo mundo numa caminhada sem rumo, esse tipo de coisa na qual o objetivo é apenas um, e a gente acaba se perdendo pelo tanto de voltas que a vida dá. Existem pedras, muros, muralhas e precipícios pelo caminho, removendo uns e saltando outros, a tendência dos dias é sempre seguirem em frente; numa peleja sem fim, numa briga incansável.
Sinceramente, eu não acordo todos os dias e me sento na frente de um computador, ao lado de um telefone ensandecido porque gosto disso, gosto pura e simplesmente de felicidade, tranquilidade, gosto de pessoas, faço isso pelo desejo de realizar meus sonhos; e quer saber, por mais que pareça, ninguém tem o direito nem a capacidade de destruir sonhos alheios, esses são puramente meus, e lutarei com minha arrogância e audácia, mesmo sabendo que o sonho possa pertecer a outrem.
Os provérbio capiais não mentem, a vida vai nos calejando e nos preparando para desafios maiores, para dores que o tempo haverá de aguçar.
Se essa embolada toda fosse um simples jogo de xadrez, eu já teria perdido rainha, cavalo, bispo e tudo mais, lutaria apenas com peões, mas com a certeza de uma vitória que poderá tardar, mas que é de inteiro merecimento meu..

E por todas as palavras que eu deixaria de falar.

sábado, 19 de junho de 2010

Pois é

Agora eu vou escrever de coração aberto, vou escrever pra que eu mesmo leia, pra que eu preste atenção no que penso, pra que eu preste. Das minhas estâncias, faço-me obrigado a ser rei soberano. As pessoas na rua não se deixam levar, eu não devo me deixar levar, tenho por obrigação me guiar, o minímo possível, nem que seja pra me desviar, nem que se seja pra não dar com a cara no muro.
As coisas novamente parecem descarrilhar sob meus pés, sinto frio e ausência de muitas coisas, coisas essas essênciais pra mim. Meus pesadelos sussuram afrontas em meus ouvidos. Eu posso ser maior que todas elas; mas agora estou cansado, magoado, exausto...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Devassidão Cultural

Porcos imundos, ignoram nossa cultura, como bêbados fazem com a própria moral. Cresci e me desenvolvi no Grande Sertão Veredas (às margens da represa de Três Marias, nas águas do São Francisco), poxa, eu tinha direito de saber disso, mas não, me falaram de tudo, de Curupira, quadrilha, computadores, do filho prefeito da puta que pariu. Pestiavam minhas idéias com suas inutilidades. Faltou e sempre vai faltar (pelo menos enquanto dermos mais valor à cultura alheia) gratidão ao nosso passado. Chico Mendes ainda é nome no Norte, "Padim Ciço" chega a ser uma figura mitológica no Nordeste, o Sul chega a ser arrogante pelas tradições e devoção a seu passado; mas a nós, que nos dizemos o coração da economia brasileira, nos resta idolatrar um ou outro "artista" americano em alta da semana.
É necessário que mostremos a nossas crianças, fruto doque elas são, ninguém é filho de chocadeira; é preciso dar mais valor a nossa terra, mais valor a nossa história, nossa cultura não pode se resumir a onze jogadores !

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Medo

Tenho medo, medo das adversidades que posso encontrar, medo das incertezas que me rondam, tenho medo da pouca (ou quase nenhuma) estabilidade que possuo, tenho medo das cobranças não raramente exacerbadas que me faço, mas sei lá, acredito que meus infantis sonhos possam confrontar isso, eu estou sonhando, apenas sonhando, pensando em dias melhores, em decisões mais fáceis. Auto-pena, eu não quero ser mais um frustrado recorrendo a ela, tentando se livrar do peso dos próprios passos errados.
Pra falar bem a verdade, eu só preciso de algo no que me apoiar se todas as coisas que eu pretendo tentar daqui pra frente derem errado, se o tiro que tanto temo em disparar no escuro sair pela culatra.

Daqui, do alto do cruzeiro de onde minhas idéias confusas se entrelaçam, eu acredito e acreditarei nos caminhos conturbados mas válidos que me esperam..

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Banco de rodoviária

Talvez seja a incerteza que me mantenha, e quer saber, isso é ótimo. A certeza de que não te conquistei por completo, o medo de te perder, me motiva a sempre buscar e me desdobrar para arrancar garantias suas. Isso é pra você, exclusivamente, apenas nós dois sabemos o quanto tem sido difícil, o quanto desistir parece tentador em alguns momentos, posso ter todas as dúvidas desse mundo, mas em relação a você, vai sempre me faltar palavras, vai sempre me sobrar um coração cheio de coragem, uma vida disposta a ser trocada pela sua. Traço meus caminhos, insisto em objetivos, sofro por não poder te dar tudo que queria, mas me ergo da forma mais concreta possível diante de seu olhar. Sou a pessoa mais feliz desse mundo, apenas por saber, que ainda que te perca, você existe, que eu tenho uma razão infinita para viver e te querer sempre !

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nas nuves (ou cloud live)

Cá, de onde estou, não se passam muitas coisas, não tem esse raio que me faça dançar, é escaldante, chato, porém ainda me resta(va) umas oportunidades de pisar em solo firme, de sentir o gosto bom de estar vivo. Mas não, quando mais se gosta do fortuito veraneio, têm que me ejetar, e a velocidade de subida, nisso, só nisso, é um quanto mais rápida que a descida; não sei se conhece a sensação, mas quando se é ejetado, não temos a mínima oportunidade de descolar a porcaria da bunda daquela poltrona, o fdp que nomeou essa tal de inércia esqueceu de ressaltar que só serve pra fuder, numa curva, a gente se ferra com a inércia, numa reta também, numa descida, e nessa subida pros raios e perto do sol mais ainda. E pro descontentamento de quem interesse, eu não vou ficar sentado aqui, to bem inclinado a beirar uma nuvem e me largar lá pra baixo, quem sabe me esborrachar em seus pés, mas como é de se levar em conta, as chances de plainar são grandes. Ou resolvem essa merda ou eu mesmo resolvo, e não me largo do retrato que trago comigo.
rotina das nuvens